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Quem foi Oscar Schmidt, ídolo do basquete que morreu em São Paulo

O ex-jogador de basquete Oscar Schmidt, amplamente considerado o maior nome da modalidade no Brasil, faleceu nesta sexta-feira (17), aos 68 anos. O ídolo nacional foi internado às pressas no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, na capital de São Paulo, mas não resistiu. O “Mão Santa” havia sofrido um mal-estar repentino e foi encontrado desacordado em sua própria residência.

A morte encerra a trajetória de um dos maiores pontuadores da história do esporte mundial, reconhecido internacionalmente por sua dedicação inabalável à camisa verde e amarela. Com 2,05 metros de altura, Oscar abriu mão de atuar na NBA, principal liga de basquete do planeta, para continuar elegível pela seleção nacional. Em sua cerimônia de introdução ao Hall da Fama em 2013, o atleta revisitou essa escolha e agradeceu àqueles que construíram seu legado.

Nascido em Natal (RN), no dia 16 de fevereiro de 1958, o jovem que inicialmente sonhava em ser atleta de futebol encontrou no basquete a sua verdadeira vocação. Em 25 temporadas como profissional, ele acumulou estatísticas superlativas e liderou o país em conquistas memoráveis. O ápice ocorreu nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, quando comandou a vitória histórica sobre os Estados Unidos na grande decisão.

Recordes absolutos nas Olimpíadas

O talento inigualável do potiguar brilhou intensamente no maior palco esportivo do mundo. O ala participou de cinco edições consecutivas das Olimpíadas, disputadas entre os anos de 1980 e 1996. Ao todo, anotou impressionantes 1.093 pontos nessas competições, consolidando-se como o cestinha histórico e o único atleta a romper a barreira do milhar nos Jogos.

Ainda no torneio olímpico, o craque enfileirou marcas individuais que permanecem vivas na memória dos fãs. Em Seul 1988, o ex-atleta estabeleceu o recorde de 55 pontos anotados em uma única partida, disputada contra a seleção da Espanha. Pela equipe nacional, o ídolo encerrou sua longeva trajetória com 7.693 pontos registrados ao longo de 326 jogos oficiais disputados entre 1977 e 1996.

Carreira por clubes e idolatria internacional

No basquete de clubes, o brasileiro iniciou sua vitoriosa jornada profissional pelo Palmeiras em 1974 e faturou o Mundial de Clubes com o Sírio no ano de 1979. Na década seguinte, tornou-se ídolo absoluto na Itália, onde atuou por 11 temporadas com enorme destaque por equipes como o JuveCaserta e o Pavia. Após uma rápida passagem pelo Fórum, da Espanha, retornou ao cenário nacional até se aposentar pelo Flamengo em 2003.

Luta pessoal e legado familiar

A força demonstrada em quadra também marcou a vida pessoal e as batalhas do eterno camisa 14. Em 2011, Oscar foi diagnosticado com um câncer no cérebro, enfrentando diversas cirurgias para a retirada do tumor até se declarar curado da doença em 2022. O ídolo somou exatos 49.737 pontos oficiais na carreira e deixa como legado a inspiração para parentes ilustres, como o sobrinho Bruno Schmidt, campeão olímpico de vôlei de praia, e o irmão Tadeu Schmidt.

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