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Sargento reformado da Marinha e a mãe são indiciados pela morte do mecânico Gaiola

Guilherme Augusto Rodrigues Martins, terceiro-sargento da reserva da Marinha suspeito de matar a tiros o vizinho Carlos Alberto dos Santos, o Gaiola, de 61 anos, no último dia 14, foi indiciado por homicídio qualificado mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. A mãe do suspeito, Joselí Rodrigues Nascimento, de 54 anos, também foi indiciada, acusada de omissão. A decisão ocorre apôs a conclusão do inquérito do crime pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) nesta terça-feira (28/7).

Conforme foi apurado pela corporação, a vítima foi morta por disparos de arma de fogo efetuados com um revólver calibre 22. O crime aconteceu em frente à casa da vítima, no Condomínio Saraiva. A arma e as munições utilizadas foram apreendidas durante a investigação. O investigado foi preso em flagrante pela Polícia Civil na data do crime e, no dia seguinte, teve a prisão convertida em preventiva após a audiência de custódia.

Internação provisória

Ao concluir o inquérito, a corporação representou pela internação provisória do suspeito – diante de laudo que aponta diagnóstico de esquizofrenia e do histórico de envolvimento em outros dois homicídios – como medida destinada à garantia da ordem pública.

Durante a investigação, foram ouvidas testemunhas e reunidas imagens de câmeras de segurança que registraram a dinâmica do crime.

O inquérito policial foi encaminhado ao Poder Judiciário.

Interdição

Guilherme Augusto Rodrigues Martins foi declarado judicialmente incapaz em 2021, após um pedido feito por sua própria mãe em razão de um diagnóstico de esquizofrenia paranoide. Anos antes, ele já havia sido considerado inimputável pela Justiça depois de matar um pastor com golpes de espada dentro de um ônibus, no Distrito Federal.

Transferência para o Rio

Por não haver instalações para a custódia de militares da instituição no estado, o juiz Leonardo Cohen Prado, que converteu a prisão em flagrante em preventiva, autorizou a transferência do suspeito para o presídio da Marinha localizado na Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro.

Incidente de insanidade mental

A defesa do suspeito solicitou a instauração de um incidente de insanidade mental, alegando que o militar é diagnosticado com esquizofrenia e síndrome de burnout, fazendo uso contínuo de medicação antipsicótica.

Além disso, o investigado possui histórico de interdição civil movido por sua mãe em 2020 na 1ª Vara de Família de Betim. O pedido pericial foi aceito pelo juiz, com a concordância do Ministério Público, a fim de avaliar a capacidade de discernimento no momento do crime.

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