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Ala do PL defende candidatura própria ao governo de Minas com Vittorio Medioli

Após o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciar a desistência da disputa pelo governo de Minas, nesta segunda-feira (3/8), integrantes do PL passaram a defender que a legenda lance candidatura própria ao Palácio Tiradentes. O nome colocado em discussão é o do ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli (PL), tratado internamente como alternativa caso a aliança com o Republicanos não prosperasse.

O deputado estadual e vice-líder do PL na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Cristiano Caporezzo, divulgou uma nota, pouco mais de uma hora após a desistência de Cleitinho, defendendo que o partido dispute o governo com candidato próprio. No texto, o parlamentar aponta o ex-prefeito como o nome mais preparado para representar os liberais.

“Diante desse fato, defendo uma candidatura própria do Partido Liberal para o governo de Minas Gerais e vejo o nome do ex-prefeito de Betim, Vittorio Medioli, como a melhor opção para encarar esse desafio pelo bem de todos os mineiros. É um prefeito aprovado, um deputado federal de contribuições consistentes com Minas Gerais e um empresário que já demonstrou versatilidade e eficiência. Este é um caminho que me parece mais promissor para o bem do povo mineiro, diante do quadro colocado”, afirmou em trecho do informativo.

Caporezzo também repercutiu a decisão nas redes sociais. Ao compartilhar o vídeo em que Cleitinho anuncia a desistência da disputa, o deputado prestou solidariedade ao senador, afirmando que “o luto não tem calendário” e desejando conforto à família. Na mesma publicação, disse que “infelizmente” Cleitinho “não poderá ser o nosso governador”.

A defesa do nome de Medioli, entretanto, não é inédita dentro do PL. Ainda durante o período em que Cleitinho era tratado como principal aposta da direita para a disputa ao Palácio Tiradentes, lideranças da legenda, como o presidente de honra José Santana, o deputado federal Maurício do Vôlei e o próprio Caporezzo, já manifestavam publicamente apoio ao ex-prefeito como alternativa para representar o partido.

No início de julho, o PL intensificou as conversas com Medioli e o escalou para iniciar agendas no interior de Minas enquanto aguardava uma definição de Cleitinho sobre a candidatura. À época, o presidente estadual da legenda, deputado federal Zé Vitor, afirmou a O TEMPO que o partido mantinha como prioridade uma composição com o Republicanos, mas admitia construir paralelamente um projeto próprio para a disputa estadual.

Na ocasião, Medioli também admitiu a possibilidade de concorrer ao governo e afirmou que uma eventual candidatura do PL não inviabilizaria uma aliança com o Republicanos em torno do projeto presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo ele, as duas legendas poderiam disputar o primeiro turno em “chapas amigas”.

Até a publicação desta reportagem, a direção estadual do PL ainda não havia divulgado posicionamento oficial sobre os próximos passos da legenda após a desistência de Cleitinho.

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